
São Silvestre 100: O Guia Definitivo da Edição Histórica (e Meio Caótica)
A histórica 100ª edição da São Silvestre, agendada para 31 de dezembro de 2025, reunirá um recorde de 55 mil corredores e estreará o sistema logístico de largada "Par ou Ímpar" para otimizar o fluxo na Avenida Paulista. Com início do pelotão geral às 08h10, os atletas enfrentarão o calor do verão e a tradicional subida da Brigadeiro Luís Antônio, enquanto a elite brasileira tenta quebrar o jejum de vitórias contra os favoritos africanos sob transmissão da Globo e TV Gazeta.
A espera acabou. Na próxima quarta-feira (31), a Avenida Paulista será palco não apenas de uma corrida, mas de um marco cultural: a 100ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre. Se em 1925 apenas 48 "loucos" largaram na calada da noite, em 2025 um exército recorde de 55 mil corredores tomará as ruas de São Paulo.
Para você que vai correr (ou assistir), preparamos um resumo do que faz desta edição um evento único — desde a "engenharia" para evitar congestionamentos humanos até a batalha contra o calor.
A "Engenharia de Multidão": O Sistema Par ou Ímpar
A maior novidade técnica deste ano é a tentativa da organização de resolver o infame "gargalo do túnel" da Dr. Arnaldo. Inspirado em Majors como a Maratona de Viena, foi implementado o sistema de largada segregada:
Os corredores serão divididos em ondas (Azul, Verde, Vermelha) e direcionados para o lado Par ou Ímpar da avenida, conforme a numeração dos prédios.
O objetivo: Organizar o fluxo antes do afunilamento do túnel, evitando o "efeito rolha" que costuma forçar caminhadas nos primeiros quilômetros.
Cronograma de Largada
Chegue cedo. A Paulista será bloqueada para carros a partir das 20h do dia 30, e o metrô é a única opção viável (Estações Trianon-Masp ou Brigadeiro).
07h40: Elite Feminina
08h05: Elite Masculina
08h10: Pelotão Geral (em ondas escalonadas por ritmo).
O Desafio: Calor e a Brigadeiro
A Climatempo prevê um dia típico de verão: muito calor pela manhã e risco de temporais apenas no fim da tarde. O asfalto da região central, especialmente na Avenida Rio Branco e no "miolo" da Barra Funda (km 8-10), costuma castigar. A hidratação prévia é obrigatória.
E, claro, guarde pernas para o km 13: a subida da Brigadeiro Luís Antônio não mudou. São 2 km de inclinação constante até a glória na Paulista.
A Batalha da Elite: O Jejum Continua?
O Brasil não vence no masculino desde 2010 (Marílson dos Santos) e no feminino desde 2006 (Lucélia Peres). Para tentar quebrar a hegemonia africana no centenário, nossas apostas são:
Johnatas Cruz: O melhor brasileiro de 2023, que conhece cada metro do asfalto paulistano.
Fábio de Jesus Correia: Campeão da Volta da Pampulha, vem em forte ascensão.
Eles terão que superar pedreiras como o queniano Timothy Kiplagat (atual campeão) e a etíope Yenneesh Dinkesa.
A Medalha e a Festa
Quem cruzar a linha de chegada receberá uma medalha de 100 gramas, banhada em "ouro velho", com relevos arquitetônicos do centro histórico. Um item de colecionador para quem sobreviveu à "Jogos Vorazes" que foi o processo de inscrição, onde 50 mil vagas evaporaram em horas.

Expo e Transmissão
Retirada de Kits: Até dia 30/12 no Pavilhão das Culturas Brasileiras (Ibirapuera). Não haverá entrega no dia da prova!
Onde Assistir: TV Globo e TV Gazeta transmitem ao vivo a partir das 7h30.
Boa prova a todos. Nos vemos na subida da Brigadeiro!
